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A volta por cima de uma grande empresa no mundo da moda após lojas fechadas e crise econômica causada pela Covid-19 em Goiânia.

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    Em março desse ano, Jhonatan Castro e Josy Santos, receberam a noticia que mais temiam: deveriam fechar as portas de suas lojas na região da 44, e aguardar até que pudessem serem abertas novamente. Um combate seguro contra a Covid-19. Uma doença infecciosa, causada por um vírus recém-coberto, contendo um nível alto de contágio. Lojas fechadas. ruas desertas do maior polo comercial de roupas em Goiânia. Empregos perdidos. E, muitos donos de comércios desesperados. Foi assim o resumo de 2020 para os dois empreendedores da capital. 

    Com a chegada do Corona Vírus no Brasil, 716.000 empresas tiveram suas portas fechadas, de acordo com a pesquisa Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, realizada pelo IBGE. Quatro em cada dez firmas (522.000) afirmaram que a crise decorreu devido a pandemia. 33,5% das empresas que não tiveram suas portas fechadas, deportaram  efeitos negativos após a Covid-19. Veja gráfico abaixo:

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    De acordo com o IBGE, na 2º quinzena de agosto, 32,9% das empresas indicaram diminuição sobre as vendas ou serviços comercializados, enquanto 32,2%, indicaram aumento nas vendas ou serviços comercializados. Refletindo diretamente nos dados das produções de matérias primas e pagamentos de funcionários. Confira: 

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    Jhonatan Castro, 36 anos, empresário, teve que aprender no sangue, como é administrar seus negócios em meio a uma crise econômica. Com duas lojas fechadas na região da 44, em Goiânia, o empreendedor sentiu na pele o que as pesquisas do IBGE demonstraram acima. Jhonatan e sua esposa, tiveram que sair de trás do balcão e começar dali em diante a sentar nas maquinas de costura, juntamente com seus funcionários, e correr atrás do prejuízo. 

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    De origem humilde, o empresário sempre viveu no mundo da moda, costurando e trabalhando em confecções. Antes de se tornar dono de duas lojas, Episodium Jeans (episodiumjeans), passou pela produção de peças, que atualmente levam sua logomarca. Na pandemia, com as lojas fechadas, Jhonatan e Josy tiveram que desenrolar outras formas de manterem seus funcionários e sua marca. De março á junho, ele e seus funcionários começaram a costurar máscaras descartáveis em grande quantidade. Com a nova produção de máscaras, as coisas começaram a melhorar, e o cenário começou a mudar. Mas, não o bastante para amparar os comércios e a grande quantia de funcionários. 

    A confecção de máscaras não assegurou os salários, nem os alugueis altíssimos, mas, ajudou na produção de jeans para vendas online. Isso mesmo! Jhonatan se submeteu as plataformas digitais para continuar com seu empreendimento no universo da moda. 

    O número de funcionários tiveram que diminuir, mas a qualidade das peças continuou a mesma. Com a ajuda de sua esposa, Josy, as lojas agora se tornaram  online. Mas, ele garante: as vendas estavam gerando resultados positivos, maior do que ele imaginava. Decidiu então, vender apenas via Instagram e WhatsApp, até que se sinta seguro para abrir novamente as lojas físicas.  

    Em uma conversa descontraída, Jhonatan e Josy conta um pouco para gente do que passaram e quais são suas expectativas para o futuro. Confira:

Então, conta pra gente, quando começou no mundo empreendedor da moda? Foi fácil embarcar nessa?
Fácil não foi, disso eu tenho certeza. Sempre fomos de família humilde. Comecei a trabalhar muito cedo. Fui chapeiro em uma lanchonete com 16 anos e logo depois comecei a trabalhar com costura, e não parei mais. Inclusive, acho um setor muito desvalorizado. E foi em um desses trabalhos, que recebi o convite para ser sócio. Vendi a moto que eu tinha, e comprei uma máquina de costura.

Você já tinha noção de como comandar uma empresa e uma confecção, ou foi aprendendo na prática? 
Não tinha noção nenhuma, de nada, nada. Acho que por isso, atualmente, tive que fechar as lojas, aprender mais sobre o mundo do dinheiro, financeiro mesmo. Sempre tive presente na produção. Sem sócio, e com essa crise que estamos vivendo, vi que ainda não sei administrar como deveria.

O fechamento da suas duas lojas na 44, foi decorrente da pandemia? 
Sim, foi sim Shaadynna. Depois que pediram para os comerciantes fecharem as portas, todas as vendas que eu tinha presencialmente sumiram. Sem tecidos para produção, sem roupas para vender. E, lógico, sem salário, sem aluguel, além das contas e dívidas atrasadas. Sempre misturei muito a vida pessoal com a profissional. Então, tive prejuízos enormes com essas dívidas compartilhadas. Quando deram a liminar, que eu descobrir que poderia reabrir, notei que já havia dispensando metade dos meus costureiros e que não tinha quitado tudo, para fazer novas dívidas. Então, sentei com minha esposa e decidimos reabrir apenas no ano que vem, quando tudo estiver estabilizado. Atualmente estou vendendo no Instagram e usando o WhatsApp para o comércio. . Estou tendo bons resultados, mas não como uma loja física. Porém, acho que isso nos ajudará a reabrir novamente as lojas. 

Se pudesse dar um conselho para empreendedores no mundo da moda. O que diria?
O povo gosta de comprar roupas? Gosta e muito. Você vai ter muita procura, muitos clientes, mas se eduquem. Façam o possível para se educarem financeiramente. E tenham coragem, para enfrentar esse mundo louco. Por trás do que todos veem na vitrine, existe muitos processos criativos que vocês nem imaginam. Dê valor.

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