
MODA ACESSÍVEL EM GOIÂNIA
BLOGUEIRA ACESSÍVEL CRESCE EM GOIÂNIA E GANHA ESPAÇO NAS MÍDIAS SOCIAIS.



O senso comum tende a enxergar a moda como um sinônimo de luxo ou até mesmo de poder, sendo considerada por muito tempo apenas como ferramenta para o mercado financeiro. Assim como outros meios, a moda é volátil e se renova em um curto espaço de tempo. Nas últimas décadas o ramo se reinventou e tomou uma autonomia inovadora, criando novas profissões e perspectivas. Atualmente é muito comum alguém se intitular “blogueira” ou “influencer”, e criar conteúdo para a internet voltado inteiramente para a moda.
No entanto, essa profissão, que se popularizou a pouco tempo, partiam de mulheres que, de certo modo, tinham intimidade com a moda e principalmente com a câmera do celular, e passavam horas e horas dando dicas para as outras mulheres que as seguiam em suas redes sociais, tornando as mesmas uma influência no meio.
A profissão se tornou completamente diversificada e ampla, hoje existem pessoas que trabalham em todos os nichos possíveis de diversos mercados diferentes. Atualmente, notamos com mais facilidade, mulheres de todas as classes e estilos, ganhando visibilidade e autoria nos IGS de moda. Não é mais uma plataforma glamorosa e caríssima, agora o chique, literalmente é gastar pouco e se vestir bem. Com as mídias sociais totalmente gratuitas, muitas mulheres arriscam tentar influenciar pessoas mostrando o que elas compram no dia a dia, no intuito de ajudar suas seguidoras
a se vestirem bem pagando pouco. Surgindo então as blogueiras de moda acessível.

O influencer adquire credibilidade e fidelidade no decorrer do crescimento do seu perfil, gerando uma troca de favores, que resultam entre entregar um bom conteúdo ao público e conquistar o cliente, gerando vendas para quem os contratam.
Thaís Araújo (@benditadicaa), possui 104 mil seguidores em seu Instagram e entrega um conteúdo voltado a moda acessível.
Compartilha seu dia a dia, trabalhos, histórias pessoais e até dicas para casa. Thaís começou com a rede social há dois anos, e desde então publica roupas a preço acessível para consumidores. Empreendedora nata, a blogueira possuía duas lojas de sucesso na região da 44 em Goiânia (GO) e acabou encerrando os trabalhos da empresa por falta de planejamento e educação financeira. Ainda com a loja, Thaís sempre deu dicas em seu perfil, de lojas que seguiam o mesmo nicho empresarial que a mesma escolheu para trabalhar.
Quando se viu sem uma renda fixa, começou a compartilhar com mais frequência lojas, até então por hobby. Porém, a repercussão do conteúdo e a procura das seguidoras a fez repensar, incentivando a blogueira a se educar financeiramente, mostrando para as meninas, que sim, é possível se vestir bem, adotar um estilo próprio, pagando pouco e adquirindo muito.
"Já tive uma boa condição para bancar meus luxos e gostos pessoais, podia comprar roupas de marcas conhecidas e caras, mas passei a enxergar valor nas peças e entender que muitas vezes as peças mais acessíveis entregam a mesma."
Thais, conta para gente, o que te fez usar suas mídias sociais como sua única atividade financeira e qual proporção seu trabalho tomou.
Olha meninas, já tentei ser empresária, já tentei administrar várias lojas em uma das regiões de maior alcance lucrativo em relação a moda em Goiânia. O que deu errado começou a dar certo.
Já vivo desse meio a algum tempo. A moda não é uma novidade pra mim, já trabalhei com ela, já tenho experiência no ramo, o Instagram só veio para complementar aquilo que eu já fazia, só que de maneira diferente e em lugares diferentes. Não tive sucesso como empresária, como dona de lojas, quando proprietária eu já usava o Instagram como ferramenta de vendas, só que voltado para as minhas roupas, para a minha marca. Após fechar as lojas na 44 eu continuei a dar dicas, a indicar, a montar looks, só que não com o propósito de ganhar dinheiro em cima disso, apenas com o lazer mesmo. Porém com o passar do tempo, fui notando que aquilo que eu gostava de fazer estava me trazendo bons números revertidos em seguidores, engajamento e foi depois disso que eu comecei a lucrar e a pensar lucramente, diríamos assim, e olhei o Instagram com um propósito diferente. Então, nasceu uma blogueira. (Risos)
Seu conteúdo é voltado para a moda acessível, qual seu intuito em levar isso para as mulheres que te seguem?
Já tive uma boa condição para bancar meus luxos e gostos pessoais, podia comprar roupas de marcas conhecidas e caras, mas passei a enxergar valor nas peças e entender que muitas vezes as peças mais acessíveis entregam a mesma qualidade que a mais cara que colocam preço apenas pela marca ser conhecida. A moda pra mim não é só trabalho, é a forma que queremos nos expressar no dia da forma que a colocamos, é a autoestima da mulher sendo vestida. E é essa visão que eu busco passar para as minhas seguidoras.
Pode passar algumas diquinhas coringas para nós mulheres?
Não tem regra sabe?! Depende muito de cada um. Estilo é tão único e especial, que as vezes paro para pensar: "Será que estou atingindo todo publico que me segue?" Acho que o importante é se sentir bem, confortável, sem esquecer que o bonito é individual. A dica que posso dar é a mesma que sempre dou no meu insta. Procure. Ande. Sempre tem lojas que entregam o mesmo resultado de outras lojas caríssimas por um valor bem abaixo. E só gaste muito, se for a bolsa dos seus sonhos (risos) .E para as meninas de Goiânia, a região da 44 oferece uma diversidade de roupas, acessórios, sapatos, que não deve nunca ser desvalorizado ou rebaixado por nós, mulheres, que consumimos os produtos diariamente. Pago barato e arraso nas tendências.